Vida de Pai

Paternidade

Posted by on 17 / set / 2014 in Vida de Pai | 3 comments

paternidade - paideprima

Muitas gestantes ainda se referem à gravidez com exclusividade, utilizando-se de expressões que, consciente e inconscientemente, transmitem a mensagem que são questões puramente femininas, como se o homem fosse apenas continente de suas angústias e ansiedades e, paradoxalmente, ressentem-se pela indiferença de seus parceiros.

Tais atitudes refletem posturas ancestrais quando, de fato, o homem era excluído da relação e sua participação terminasse no momento em que o bebê era concebido.

Felizmente os tempos mudaram, e o que vemos atualmente é que cada vez mais aumenta o número de homens que desejam participar ativamente do processo da paternidade, constituindo-se num elemento-chave indispensável da equação pré-natal. Assim, não se considera apenas a mulher grávida, mas o casal grávido.

Durante os meses de gestação, o feto ouve a voz paterna e percebe a influência que exerce em sua mãe, através dos batimentos cardíacos, produção hormonal e corrente sangüínea. Tudo quanto afeta positiva e negativamente sua mãe, afeta-o também e as questões conjugais entram em jogo com um grande peso, já que são as que mais atingem emocionalmente a gestante.

A voz paterna é tão importante para a criança que se o pai se comunicar com ela ainda in útero, a criança é capaz de reconhecê-la e de reagir, logo ao nascer. Assim, se por qualquer obstáculo mãe e bebê são separados após o nascimento, e se a mãe estiver impossibilitada de acompanhar sua recuperação, o pai deve assumir e estabelecer contato com ele para que não perca seus referenciais intra-uterinos, podendo sentir-se novamente em segurança.

É’ verdade que fisiologicamente o homem está em desvantagem, já que quem gesta o bebê é a mulher, porém, se ela puder ajudá-lo e conseguir introduzi-lo nesta relação tão íntima, fazendo-lhe um lugar, este pai poderá assumir a função que lhe é de direito e de amor e o vínculo paterno-filial irá se fortalecendo com o passar do tempo, aumentando seu envolvimento e prazer em acompanhar o desenvolvimento da gestação.

No exato instante em que a mulher anuncia ao homem que está grávida, implicitamente anuncia o nome de família que esta criança terá. O impacto da notícia depende da história do casal e do tipo de relação que une o homem e a mulher, que pode ter vários efeitos, desde uma felicidade extrema e compartilhada, até separações, afastamentos e conflitos.

O modo como o homem vivencia a gravidez é diferente da mulher. Mesmo as emoções, apesar de as mesmas, também são vivenciadas diferentemente. E é por isso que as gestantes não compreendem e até se ressentem quando seus parceiros não se manifestam com a intensidade esperada, inclusive quando a gravidez foi planejada e desejada por eles.

Em primeiro lugar, porque desejar um filho é completamente diferente de se projetar como pai. E isto é válido também para a mulher. Enquanto o desejo de um filho situa-se no plano da fantasia, onde todas as expectativas são idealizadas, projetar-se como pai remete-o à realidade das responsabilidades que deverão ser assumidas e pelas quais também se percebe inseguro e despreparado.

Em segundo lugar, porque também se encontra em estado regressivo, quando os conflitos infantis, conscientes e inconscientes, são reatualizados, principalmente no tocante à relação com os pais de origem, em especial, com a figura paterna.

Embora o homem e a mulher contribuam igualmente para a concepção do filho, é a mulher que vai vivenciar as transformações físicas e sentir o bebê crescer dentro de seu corpo. Isto causa muita inveja e ciúme no homem por não poder participar diretamente da díade mãe-bebê, o que pode levá-lo a sentir-se excluído da relação.

Para se fazer um lugar, produzem-se os sintomas que são expressões inconscientes desse desejo. Aparecem, então, sensações semelhantes às da mulher, como aumento de apetite, problemas digestivos, intestinais, aumento de sono… Muitas vezes procura inteirar-se de todas as informações possíveis sobre a gravidez, parto e puerpério, como também de captar a cada instante os movimentos fetais, colocando a mão no ventre da parceira.

Outros homens excluem-se da relação, como se não pudessem ou devessem ter acesso à gravidez. Culturalmente, ainda se lhes encontra enraizado que a demonstração de ternura e os cuidados para com um bebê vão contra o conceito de masculinidade.

Outros, ainda, sentem-se incompreendidos e desamparados em suas angústias e ansiedades, pois também se percebem fragilizados, cheios de dúvidas e com medodo futuro e, sem ninguém para ouvi-los, uma vez que o ambiente mais próximopermanece voltado apenas para a gestante, saem em busca de amigos, ficandocada vez mais afastados do ambiente doméstico, e o que é pior : sofrendo sozinhos.

Mas a psicologia pré-natal, com seus estudos cada vez mais avançados, tem demonstrado claramente a importância para o feto do contato precoce com a figura paterna. Quanto mais cedo o vínculo é formado, tanto pelo contato físico no ventre da mulher quanto pela emissão de palavras, maiores benefícios emocionais trarão após o nascimento, pois o bebê necessita tanto dos cuidados maternos quanto dos paternos, visto ser receptivo e sensível a estes, principalmente se tiveram início na vida intra-uterina.

Como a criança já guarda lembranças na vida pré-natal e é capaz de retê-las, a ligação profunda e intensa pai-feto é essencial para o continuum do vínculo pós-nascimento. Este pai, então, deixa de ser mero provedor para compartilhar dos cuidados básicos com o bebê, bem como de sua educação e desenvolvimento físico-emocional.

Mas os limites de cada um devem ser respeitados. Há pais que por não conseguirem experienciar a troca de fraldas, assumem outras tarefas como dar banho, alimentar, levar a passear. Sendo assim, podem revezar com a mulher, deixando de sobrecarregá-la e de se sobrecarregar, ficando ambos mais disponíveis emocionalmente para o bebê. Além do contato com ele, o homem também tem uma função importante como companheiro, pois transmitindo amor e segurança à mulher, colaborará para que ela acolha mais intensamente seu próprio filho.

Muitos homens se decepcionam com a parceira e vice-versa, por não corresponderem ao ideal de pais que construíram, o que pode gerar novos conflitos ou romper um equilíbrio que já era frágil. Se as expectativas forem irreais, há de se refletir para encontrar um meio de reassegurar o bom entendimento, através de muita compreensão e de ajudas mútuas para sobrepujar as dificuldades que porventura surjam.

O reatamento das relações sexuais também são fonte de grande angústia do homem, visto ainda estar em estado regressivo. O temor de machucar a mulher ressurge com a mesma intensidade que na adolescência, o que causa grande insegurança na parceira por perceber este distanciamento como uma rejeição a si mesma.

Alguns homens se afastam da mulher por estarem ainda ressentidos pelo abandono sofrido durante todo o processo da gestação, o que lhes causou sentimentos de intenso ciúme e rivalidade para com o filho, tal como ocorrem quando nasce um irmão.

Outros, ainda, por sua história pessoal, modelos parentais ou culturais, vêem em suas parceiras apenas a imagem materna, o que tornam as relações sexuais inviáveis. Para outros, ao contrário, a parceira fica ainda mais sedutora, pois foi quem gestou seu filho, prova viva de sua virilidade.

A presença ou não do homem na sala de parto, é outra questão que surge e que depende do desejo e disponibilidade do futuro papai. Há homens que não se sentem à vontade para assistir o parto, pois além de revivenciarem a reatualização da angústia do próprio nascimento, teriam que suportar a culpa e responsabilidade, que muitas vezes surgem, ao se depararem com o que a parceira está vivenciando fisicamente. Outros assumem a tarefa sem dificuldade, funcionando como suporte emocional da mulher e de acolhimento ao bebê nesta sua vinda ao mundo aéreo.

Mas o direito de estar presente na sala de parto, não deve transformar-se em obrigação. Deve ser negociado entre o casal e decidido de comum acordo, o que é melhor para cada um.

Assim como a puérpera, o homem também experiencia a depressão pós-parto, temendo não ser capaz de assumir a nova família, de ser bom pai e, principalmente, temendo perder o lugar que tem junto à companheira, pois sabe que seu filho irá exigir toda sua atenção e cuidados nos primeiros meses.

Mas, essencialmente, o baby blues tem origem no trauma da angústia de separação da mãe e que se funda na cesura do cordão umbilical, no momento do próprio nascimento, que é reatualizado com profunda e intensa ansiedade.

De qualquer maneira, homem nenhum passa imune ao processo de gestação e do nascimento de um filho. Com a evolução dos estudos sobre a relação paterno-filial, desde a vida intra-uterina, muitos homens estão se conscientizando e assumindo a paternidade de modo mais responsável, valorizando a importância de sua participação na vinda e na vida de seus filhos.

Com isto, homens e mulheres poderão estabelecer vínculos mais solidários e sólidos, independentemente da situação do vínculo afetivo, o que certamente irá produzir gerações futuras de crianças emocionalmente mais ajustadas, estáveis, seguras e, portanto, muito mais felizes.

 

fonte: Ana Maria Morateli da Silva Rico – Psicóloga Clínica

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Feliz Dia Internacional da Mulher

Posted by on 8 / mar / 2014 in Vida de Pai | 3 comments

Capturar

Deixando de lado algumas frases batidas, patient mas que para mim fazem o maior sentido, sovaldi como exemplo: “todo dia é dia delas” ou “todo dia é dia das crianças”, gosto, e acredito que tenha sim que existir datas especiais, para celebrarmos momentos e pessoas especiais. Infelizmente, a rotina e correria do nosso dia-a-dia, nos faz esquecer de dizer e cometer  atos que demonstrem nosso amor pelas pessoas que amamos.

Deixo aqui um parabens especial as mulheres que me fazem acreditar, que o amanhã será sempre maior que hoje, e que o hoje, devo viver da melhor maneira possível, e que o ontem, será sempre uma ótima lembrança da vida maravilhosa que tenho.

Te amo Gi…

Anne, te amo Filha.

 

Excelente Dia para todas vocês, leitoras

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DESAPARECIDO

Posted by on 5 / nov / 2013 in Vida de Pai | 2 comments

joaquim_pontes_marques

Escrevo hoje com uma tristeza profunda. Sempre olhamos nos noticiários fatos infelizes que acontecem todos os dias, order case fatos, for sale salve que não imaginamos acontecer conosco ou com alguém próximo de nós.

A pouco, minha esposa foi surpreendida ao saber que o filho de um colega de trabalho está desaparecido. O fato ocorreu nesta terça-feira (5), por volta das 07 horas da manhã no Bairro Jardim Independência, em Ribeirão Preto (SP). Ao acordar para dar a medicação do pequeno Joaquim Pontes Marques de apenas 03 anos, sua mãe percebeu que Joaquim não estava em casa. O que deixa o caso mais curioso é que não existem sinais de arrombamento na casa.

Como trabalho e confio muito no poder da Internet e das redes sociais, peço muito que divulguem esse post, peço encarecidamente que essa mensagem e pedido de ajuda cheguem ao maior número de pessoas possíveis. Para agravar a situação, o pequeno Joaquim é DIABÉTICO, e precisa que sua insulina seja aplicada de hora em hora.

O caso foi registrado pelo portal G1, vocês podem acessar através do link http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2013/11/pai-de-menino-desaparecido-faz-apelo-por-pistas-em-ribeirao-preto.html

 

Agradeço muito a todos os leitores e peço mais uma vez que esse pedido seja compartilhado.

 

Ricardo

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Bom Pai, bom marido

Posted by on 19 / ago / 2013 in Vida de Pai | 9 comments

A algumas semanas atrás fui convidado pelo Portal AreaH a fazer parte do núcleo de colunistas do site, mind o que me deixou bem feliz.

Elaborei um texto comparando a Paternidade com os fatores que fazem de você um bom Marido. Espero que gostem!!!!

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Nos dias de hoje, capsule onde cada vez mais as mulheres ganham espaço importante no mercado de trabalho, dividindo as contas que até então era uma obrigação dos homens, cabe a nós, mudarmos também a maneira de pensar sobre as obrigações com a casa e com os filhos.
Não curto muito essa frase, mas tenho que concordar que nesse ponto “homem é tudo igual”.
Parece difícil às vezes entender que sua esposa, embora não tenha o mesmo pensamento que nós, ela tem as mesmas necessidades, pois a humanidade nesse ponto acaba se equiparando.
Quando digo necessidades, quero dizer que sentar no sofá e descansar após um longo dia de trabalho pesado, não seja um privilégio masculino. Sua esposa também quer comer uma comidinha especial e fresca sem ter que ralar com a barriga no fogão.
Você já parou para pensar que tudo o que fazemos por prazer é muito melhor e tem sempre um sabor especial? Digo isso porque enche o saco ter a OBRIGAÇÃO de todo santo dia chegar em casa e ter que fazer sempre as mesmas coisas, pela maldita OBRIGAÇÃO.
Por isso aconselho, tente revezar as tarefas de casa, você vai perceber que muita coisa pode mudar, inclusive o humor dela. “Ah, não sei cozinhar!” Se vira amigo, não precisa de curso. A internet taí, ela te ensina o passo a passo e posso garantir, sai bem melhor do que você pode esperar.
Outra coisa que gostaria de pontuar é em relação aos filhos. Embora seja algo extremamente prazeroso dar a atenção que os nossos filhos merecem e pedem diariamente, ao mesmo tempo pode se tornar uma missão complicada porque a energia que liberamos durante o período de trabalho acaba fazendo falta na hora que estamos em casa com nossos pequenos. Imagina, eles ficaram o dia inteiro sem ver o papai e mamãe, guardando uma energia que é liberada assim que abrimos a porta de casa.
Não que você não faça isso, quero apenas dizer que talvez a frequência utilizada para fazer essas tarefas seja extremamente menor do que deveria ser, tornando o trabalho feminino algo rotineiro e OBRIGATÓRIO. Faça um teste, escolha alguns e frequentes dias da semana, sem avisar sua esposa, e tome essas obrigações para você. Perceba que muita coisa pode mudar, tanto no relacionamento, quando no próprio conhecimento sobre os seus filhos.
Obs.: Coloquei em caixa alta algumas vezes nesse teste as palavras OBRIGAÇÃO e OBRIGATÓRIO, pois quero que se lembrem delas e tentem minimizá-las o máximo possível do seu dia-a-dia e da sua esposa, pois tudo que vira obrigatório diminui o prazer em fazê-lo. Pensem nisso!
Por fim, gostaria de dizer o seguinte: muito disso acontece porque temos naturezas diferentes, mas evite deixar a natureza falar mais alto, não deixe que o que nossos pais aprenderam com os nossos avôs e acabamos aprendendo com eles, seja a nossa realidade, pois a realidade felizmente não é mais essa, amigo, o mundo mudou e temos a obrigação de mudar com ele. Seja um pai moderno!
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Um dia Especial, uma Vida Especial

Posted by on 7 / ago / 2013 in Vida de Pai | 3 comments

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Desde que me tornei pai, stuff tento entender qual o nosso real papel na criação de um filho. Confesso ter imaginado que esse papel seria algo secundário, treat um papel de coadjuvante, em que a atriz principal sempre seria a mãe de nossos filhos.

Claro que esse pensamento é fruto de um passado vivido por nossos pais e avós, pois o mundo era assim: o homem trabalha para garantir o alimento, e a mãe cuida da casa e da criação dos pequenos. Bom, estamos no século XXI e tudo mudou. Os papéis dessa novela se igualaram e, hoje, somos um casal de atores principais, que carregam o mesmo peso na trama.

Tenho trabalhado esse novo roteiro e vivido com muita intensidade o papel de pai. Essa pequena mudança me fez ver que, embora tenha acumulado novas funções, também me deram a oportunidade de vivenciar momentos únicos ao lado da minha filha.

Talvez seja ruim acordar uma hora mais cedo para levá-la até a escolinha, mas é ótimo escutar: “Papai, não demora pra voltar do trabalho, eu fico com muita saudade”. Talvez você também ache cansativo cozinhar depois de um dia de trabalho, cheio de reuniões e tarefas, mas garanto, nada paga ver o prato de sua filha vazio, dizendo: “Papai, tava muito gostosa sua comida”.

Inversão de papéis? Garanto que não e repito, os papéis se igualam, proporcionando os mesmos prazeres e obrigações às mães e aos pais.

Acho que isso me fez dar mais valor também à data que comemoramos no segundo domingo de agosto. O Dia dos Pais se torna ainda mais o dia do pai, o dia do pai que cuida, do pai que acompanha de perto o crescimento, do pai que sai pra luta, do pai que brinca, do pai que demonstra o seu amor de todas as formas.

A todos os pais, um Feliz Dia dos Pais. E às mães, um eterno parabéns, vocês merecem essa palavra mágica dita diariamente.

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Dois anos de Anne

Posted by on 1 / mar / 2012 in Vida de Pai | 13 comments

DSC02657Dois anos e um mes se passaram após o nascimento da pequena Anne. Confesso ter montado esse pequeno sítio no intuito de me alto educar na criação da minha filha, buy mas quer saber a verdade? A vida te da isso, link a vida, te ensina como um passe de mágicas, como voce deve guiar seus filhos.
Muitas coisas aqui postadas, serviram sim como um guia prático, mas se hoje posso te dar um bom conselho, aqui vai…relaxa, tudo dará certo, entre um choro e uma troca de fraldas, a vida vai te mostrando o caminho correto a ser seguido.
Escrevo esse post em forma de desculpas pela ausência nos últimos meses, mas senhor papai de primeira viajem, saiba que o nosso tempo se reduz em pó após a tão sonhada paternidade.
Não deixarei de postar dicas e textos sobre a paternidade, mas hoje meus conselhos são outros. Ame seus filhos como se o hoje fosse o seu ultimo dia de vida, mas nunca esqueça, ame a si próprio e a sua companheira. Ame sua relação de casal como se hoje fosse o seu primeiro dia de namoro. Garanto, esses sentimentos farão com que você eternize e fortaleça sua família, não deixe de viver sua vida.
Coisas simples como um cineminha, um chopp, aquela pelada com os amigos parecem secundárias após a chegada de um filho, mas lembrem-se: precisamos pensar em nós mesmos, sem egoísmo, mas temos uma vida que precisa seguir adiante, e que seja bem aproveitada, pois o tempo passa depressa,e como passa.
Um forte abraço e em breve novos posts
Ricardo Santos

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