Curiosidades Paternas

Como uma filha enxerga seu pai

Posted by on 17 / ago / 2015 in Curiosidades Paternas | 1 comment

O pai é fundamental no processo de desenvolvimento emocional e social das filhas. O pai é seu exemplo masculino. Um bom pai mostrara a menina que tipo de homem ela deve buscar no futuro para se relacionar.

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Os pais são os primeiros amores na vida das crianças. E não há nada de mal nisso; aliás, and é fundamental a existência desse vínculo, capsule pois é a partir dele que as crianças irão formar o modelo de amor que desejam receber no futuro.

 

  • A relação da menina com seu pai

    O pai é aquele que vem separar a filha da mãe, no rx permitindo que ela se relacione com “o outro”, o diferente. De suma importância para seu amadurecimento emocional. Segundo Freud, esse processo é fundamental também para a orientação sexual da menina na vida adulta. Pois ao ver que a mãe tem um relacionamento com o pai, a menina tende a imitá-la e se apegar ao pai, rivalizando com a mãe pelo amor dele. É muito comum a menina pequena dizer que é “a namorada do papai”. Ao perceber que o pai “pertence” à mãe, a menina se identifica com ela e quer ser igual a ela para conquistar o amor do pai, que mais tarde se manifestará na procura de homens com características semelhantes às dele. Claro, que isso tudo ocorre num nível inconsciente, a criança não sabe que esse processo acontece e nem tem a intenção de que seja assim.

  • O que a menina deseja de seu pai?

    A menina deseja sentir-se amada e valorizada. Ela quer que o pai note sua beleza, o cabelo arrumado, a roupa nova e seus sucessos na vida. Ela quer elogios e mimos.

    É muito importante que o pai responda a essa necessidade da filha e demonstre que a vê e a aprecia. Dizer a ela que está bonita com o novo penteado, ou com o vestido ou felicitá-la por seu bom desempenho a faz sentir que o pai se importa com ela e a ama.

    Toda menina quer ser a princesinha do papai, e não está disposta a aceitar qualquer tratamento inferior a esse. Críticas, embora se façam por vezes necessárias, não são bem-vindas. Caso o pai necessite fazê-lo, faça com bondade ou delegue à outra pessoa como a mãe, por exemplo. É muito constrangedor para a menina ouvir de seu pai que seu cabelo está feio ou que ela não está cheirando bem.

  • Como a menina vê o pai?

    O pai é sua primeira referência do mundo masculino e modelo de como um homem deve ser e como deve tratá-la. Se o pai é bondoso, a trata bem e é um exemplo de virtudes, é provavelmente este tipo de homem que a menina procurará quando adulta para relacionar-se. O inverso também é verdade. Se o pai for agressivo, autoritário, desonesto, é o que a filha guardará como “modelo” masculino. Segundo Regina Rahmi, psicanalista, a verdade é “Tal pai, tal namorado, marido…”.

    As meninas admiram seu pai, querem agradá-lo, conquistá-lo e receber seu amor. O pai é forte e protetor. Ele é o provedor e pode realizar seus desejos de consumo.

    É dever do pai ajudar a filha a amadurecer e criar uma identidade própria. A filha deve saber que não precisa se adaptar, imitar alguém ou agradar a um homem para dele receber amor. Para isso o pai deve mostrar amor incondicional por sua filha. Frases como: “Eu não gosto mais de você, porque você falou palavrão” . “Eu não gosto mais de você, porque você não foi aprovada na escola.”, dizem à menina que ela deve ser boazinha e fazer o que o pai deseja para ser amada, fazendo-a desenvolver baixa autoestima e insegurança. Ela passa a acreditar que se não é amada é porque é má.

    O pai autoritário x pai permissivo

    Segundo a psicóloga Lila Rosana – Ser autoritário pode passar a mensagem para a sua filha que ela tem que se submeter aos homens. Avalie se você precisa ser autoritário sempre, pois deixar algumas decisões nas mãos da filha poderá ajudá-la a amadurecer e a assumir as consequências pelas decisões equivocadas.

    Em contrapartida, fazer tudo o que ela quer, o torna o queridinho dela, mas pode torná-la manipuladora. O pai deve também dar limites.

    Lila Rosana conclui que: Tratar a sua filha com respeito, confiança e amor, fará dela uma mulher segura e hábil para se relacionar não apenas com os homens, mas com todos ao seu redor.

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Amor de pai é uma das principais influências na personalidade dos filhos

Posted by on 11 / ago / 2015 in Curiosidades Paternas | 1 comment

Branco, sales negro, decease gordo, cialis magro, católico, protestante, rico, pobre. Não importa quantos fatores sociais, econômicos, culturais ou religiosos difiram entre as pessoas, nós todos temos algo em comum: viemos ao mundo graças a um pai e uma mãe, e o amor deles por nós faz toda a diferença na nossa vida.

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Segundo um novo estudo, ser amado ou rejeitado pelos pais afeta a personalidade e o desenvolvimento de personalidade nas crianças até a fase adulta. Na prática, isso significa que as nossas relações na infância, especialmente com os pais e outras figuras de responsáveis, moldam as características da nossa personalidade.

“Em meio século de pesquisa internacional, nenhum outro tipo de experiência demonstrou um efeito tão forte e consistente sobre a personalidade e o desenvolvimento da personalidade como a experiência da rejeição, especialmente pelos pais na infância”, disse o coautor do estudo, Ronald Rohner, da Universidade de Connecticut (EUA). “Crianças e adultos em todos os lugares tendem a responder exatamente da mesma maneira quando se sentem rejeitados por seus cuidadores e outras figuras de apego”.

E como elas se sentem? Exatamente como se tivessem sido socadas no estômago, só que a todo momento. Isso porque pesquisas nos campos da psicologia e neurociência revelam que as mesmas partes do cérebro que são ativadas quando as pessoas se sentem rejeitadas também são ativadas quando elas sentem dor física. Porém, ao contrário da dor física, a dor psicológica da rejeição pode ser revivida por anos.

O fato dessas lembranças – da dor da rejeição – acompanharem as crianças a vida toda é o que acaba influenciando na personalidade delas. Os pesquisadores revisaram 36 estudos feitos no mundo todo envolvendo mais de 10.000 participantes, e descobriram que as crianças rejeitadas sentem mais ansiedade e insegurança, e são mais propensas a serem hostis e agressivas.

A experiência de ser rejeitado faz com que essas pessoas tenham mais dificuldade em formar relações seguras e de confiança com outros, por exemplo, parceiros íntimos, porque elas têm medo de passar pela mesma situação novamente.

É culpa do pai, ou é culpa da mãe?

Se a criança está indo mal na escola, ou demonstra má educação ou comportamento inaceitável, as pessoas ao redor tendem a achar que “é culpa da mãe”. Ou seja, que a criança não tem uma mãe presente, ou que ela não soube lhe educar.

Porém, o novo estudo sugere que, pelo contrário, a figura do pai na infância pode ser mais importante. Isso porque as crianças geralmente sentem mais a rejeição se ela vier do pai.

Numa sociedade como a atual, embora o nível de igualdade de gênero tenha crescido muito, o papel masculino ainda é supervalorizado e muitas vezes vêm acompanhado de mais prestígio e poder. Por conta disso, pode ser que uma rejeição por parte dessa figura tenha um impacto maior na vida da criança.

Com isso, fica uma lição para os pais: amem seus filhos! Homens geralmente têm maior dificuldade em expressar seus sentimentos, mas o carinho vindo de um pai, ou seja, a aceitação e a valorização vinda da figura paterna, pode significar tudo para um filho, mesmo que nenhum dos dois saiba disso ainda.

E para as mães, fica outro recado: a próxima vez que vocês forem chamadas à escola por causa de algo que o pimpolho aprontou, tenham uma conversa com o maridão. Tudo indica que a culpa é dele! Brincadeiras à parte, problemas de personalidade, pelo visto, podem resolvidos com amor de pai. E quer coisa mais gostosa?

Fonte: blog hype science
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5 exemplos de como a paternidade muda o cérebro de um homem

Posted by on 10 / ago / 2015 in Curiosidades Paternas | 0 comments

paideprima

A paternidade pode mudar a vida de um homem. Mas você sabia que ela também muda seu cérebro? Especialistas acreditam que isso acontece para equipar pais com o mesmo “sentido do bebê” que é muitas vezes atribuído às mães.

Do ponto de vista do reino animal, health pais humanos são incomuns. Pertencem a um grupo de menos de 6% de espécies de mamíferos nas quais os pais desempenham um papel significativo na criação da prole. Nestas espécies, cheap o cuidado paternal muitas vezes envolve os mesmos comportamentos do maternal, com a exceção da enfermagem.

Mas como é que a paternidade muda o cérebro de um homem? A ciência só recentemente investigou os mecanismos neurais e hormonais do cuidado paternal, mas até agora as evidências sugerem que os cérebros das mães e pais usam um circuito neural semelhante ao cuidar de seus filhos. Mães e pais também passam por mudanças hormonais semelhantes ligadas ao seu cérebro.

O cérebro dos papais muda das seguintes formas:

O cérebro do pai fica parecido com o da mãe

Cuidar de uma criança remodela o cérebro dos pais, fazendo-os mostrar os mesmos padrões de engajamento cognitivo e emocional que são vistos nas mães. Em um estudo recente, pesquisadores analisaram a atividade cerebral de 89 novos pais enquanto eles assistiram a vídeos, incluindo alguns com os próprios filhos. O estudo analisou as mães que tinham o papel de principais cuidadoras dos filhos, pais que ajudavam a cuidar dos filhos e pais gays que criavam uma criança sem a figura feminina da mãe.

Todos os três grupos mostraram ativação de redes cerebrais ligadas ao processamento emocional e compreensão social. Em particular, os pais que eram os principais cuidadores de seus filhos mostraram o tipo de ativação no processamento emocional visto principalmente em mães que desempenham esse papel. Os resultados sugerem que há uma rede do cérebro comum a ambos os sexos.

Pais experimentam alterações hormonais

Gravidez, parto e amamentação, todas essas coisas provocam alterações hormonais em mães. No entanto, os pesquisadores descobriram que os homens também sofrem mudanças hormonais quando se tornam pais.

Estudos em animais e seres humanos mostram que os novos pais experimentam um aumento nos hormônios estrogênio, oxitocina, prolactina e glicocorticoides, de acordo com uma recente revisão de estudos realizada pela psicóloga Elizabeth Gould e seus colegas da Universidade de Princeton, em Nova Jérsei, nos Estados Unidos.

De acordo com os pesquisadores, o contato com a mãe e os filhos parece induzir as mudanças hormonais nos pais. Nos seres humanos, pais que demonstram mais carinho para com seus filhos também tendem a ter níveis mais altos de oxitocina.

Os efeitos de paternidade sobre os níveis de testosterona são menos claros. Papais humanos mostram uma diminuição da testosterona, o que os pesquisadores acreditam que pode servir para fazer com que os pais fiquem menos agressivos, aproximando-os de seus filhos. Mas alguns pais roedores mostram um aumento nos níveis de testosterona, o que está possivelmente ligado ao seu comportamento de proteção elevado.

Ainda não está claro até que ponto essas mudanças de testosterona são a causa ou o resultado de diferentes comportamentos parentais. “No entanto, o contato infantil em si parece modular sistemas endócrinos e ativar circuitos neurais nos pais de uma maneira que é muito semelhante ao das mães”, escreveram os pesquisadores em seu estudo, publicado em outubro de 2010, na revista Trends in Neurosciences.

Um sopro de oxitocina aumenta o vínculo pai-bebê

Embora pais que participam na educação dos filhos mostrem um aumento nos níveis de oxitocina, também ocorre o inverso; o aumento nos níveis do hormônio parece aumentar o contato com as crianças. Em um estudo recente, os pesquisadores descobriram que uma dose do “hormônio do aconchego” deixa os pais mais “engajados” enquanto brincam com seus filhos, e as crianças também ficam mais receptíveis.

Isso significa que um spray de oxitocina torna um pai presente e carinhoso? Ainda não. Os investigadores avisam que este hormônio tem uma variedade de efeitos sobre o comportamento, e nem todos são positivos.

Novos neurônios no cérebro do pai

A paternidade também afeta pais no nível neuronal. O nascimento de uma criança parece induzir o desenvolvimento de novos neurônios no cérebro dos pais, pelo menos foi o que estudos com animais concluíram.

Os pesquisadores dizem que esses novos neurônios podem se desenvolver em resposta ao que os cientistas chamam de riqueza ambiental, ou seja, a nova dimensão que a criança traz para a vida de um pai.

Estudos descobriram que as ratazanas que estavam com seus filhotes apresentaram maior crescimento celular na região do hipocampo do cérebro, que está ligada à memória e à navegação. Outros estudos descobriram que os novos neurônios nas regiões olfativas do cérebro permitem que pais camundongos reconheçam seus filhotes.

Papais se tornam sensíveis às vozes de seus filhos

Embora seja geralmente pensado que um “instinto materno” torna as mães incrivelmente boas em identificar os berros únicos de seus bebês, um estudo recente sugere que, de fato, os pais são tão bons nisso quanto as mães.

Para comparar o desempenho dos pais na detecção do choro do bebê, pesquisadores pediram a 27 pais e 29 mães que identificassem os gritos de seus bebês entre os gritos de cinco crianças. Em média, pais e mães foram capazes de detectar quais eram seus bebês em cerca de 90% das tentativas, e os homens foram tão bem quanto as mulheres.

 

fonte: http://hypescience.com/

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A origem do Dia dos Pais

Posted by on 16 / jun / 2013 in Curiosidades Paternas | 0 comments

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A pouco mais de um mês para o dia dos pais, comemorado no próximo dia 11 de Agosto, fiquei curioso em saber um pouco mais sobre a origem desse dia tão especial para nós pais, data hoje comemorada no segundo domingo do mês de Agosto. Algumas poucas histórias são contadas em diversas fontes de pesquisa, mas a que mais me chamou a atenção é a história logo abaixo, encontrada no portaldafamilia.org.
“Ao que tudo indica, o Dia dos Pais tem uma origem bem semelhante ao Dia das Mães, e em ambas as datas a idéia inicial foi praticamente a mesma: criar datas para fortalecer os laços familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida.
Conta a história que em 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais. Ela queria homenagear seu próprio pai, que viu sua esposa falecer em 1898 ao dar a luz ao sexto filho, e que teve de criar o recém-nascido e seus outros cinco filhos sozinho. Algumas fontes de pesquisa dizem que o nome do pai de Sonora era William Jackson Smart, ao invés de John Bruce Dodd.
Já adulta, Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém. Então, em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washigton, Estados Unidos. E também pediu auxílio para uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de junho daquele ano, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos.
A partir daí a comemoração difundiu-se da cidade de Spokane para todo o estado de Washington. Por fim, em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a ideia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais (alguns dizem que foi oficializada pelo presidente Richard Nixon em 1972).
No Brasil, a ideia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família.
Sua data foi alterada para o 2º domingo de agosto por motivos comerciais, ficando diferente da americana e européia.”
De fato, não consigo afirmar se essa história se faz verdadeira, caso alguem tenha uma outra versão sobre o dia dos pais, coloquem em observação aqui para debate.
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A falta do pai é sempre prejudicial

Posted by on 28 / maio / 2010 in Curiosidades Paternas | 3 comments

Entrevista com Rubens de Aguiar Maciel – IHU

“Há um grande desconhecimento em relação à importância da função paterna dentro da família. Nas relações entre mãe e pai, clinic existe uma dinâmica que é alterada com a vinda de um filho. Por outro lado, o pai tem uma função muito importante na formação da personalidade e no aspecto emocional da criança”, afirma o psicanalista Rubens de Aguiar Maciel. Durante a entrevista que concedeu à IHU On-Line, por telefone, ele falou sobre as transformações que o papel do pai vem sofrendo nas últimas décadas.

Maciel analisou as pesquisas que são feitas no Brasil sobre a paternidade, sobre como as mulheres tratam o tema e também sobre a ausência do pai e a influência que o filho traz para o homem enquanto pai. “Hoje há alguns movimentos que procuram auxiliar os homens nesta tarefa de pai, ainda são poucos, mas existem grupos que se organizam no sentido de fazerem turmas de pais, de casais, onde vão discutir a questão da paternidade e do cuidado com os filhos. É algo que precisa ser incentivado e divulgado”, destaca.

Rubens de Aguiar Maciel é psicólogo e psicanalista. Atualmente, é professor na Universidade de São Paulo (USP) e colaborador do Hospital das Clínicas de São Paulo. É considerado um dos poucos especialistas do país na questão da paternidade.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Por que há tão poucas pesquisas sobre o tema da paternidade?

Rubens de Aguiar Maciel – O pai ficou em segundo plano nas investigações científicas e na sua relação com os filhos. Isso talvez porque a presença do pai dentro da família tivesse um papel um pouco mais distante até pouco tempo atrás. Há algumas décadas, o pai não era tão solicitado, como é hoje, para conviver no aspecto emocional com seus filhos e com a mulher. Ele cuidava muito mais do trabalho e de prover a família financeiramente. A parte da educação moral e dos cuidados com os filhos sempre ficou mais com a mãe. Por isso, a relação mãe-criança, mãe-bebê era mais intensa e mereceu mais estudos. Com as transformações econômicas, sociais e dos costumes, o pai hoje participa de uma maneira muito mais intensa e, acredito que, por esta razão, o interesse pela figura e função do pai na formação da personalidade da criança começou a crescer.

IHU On-Line – Quais são as transformações do papel do pai?

Rubens de Aguiar Maciel – Historicamente, o papel do pai sofreu transformações radicais de fato. Na pré-história, sabia-se que o filho tinha uma ligação com a mãe, já que provinha dela. Mas, em um passado remoto, não se tinha a ideia de que o pai fosse responsável pela fecundação. A mãe poderia engravidar pelos espíritos, antepassados ou por tocar em um animal ou em um mineral, de maneira que o pai não tinha a consciência do seu vínculo genético com o filho. Acredito que, por essa razão, a responsabilidade do pai era quase que nula. As coisas foram se transformando, e se descobriu, aos poucos, que a gestação era proveniente de uma união sexual e, desta forma, o pai tinha participação na concepção da criança. Assim, a responsabilidade e a ligação começaram a se estabelecer de maneira mais forte.

Mesmo assim, ainda em épocas longínquas, os grupos sociais eram muito extensos. A criança convivia com uma família extremamente numerosa, muitas vezes, convivia com uma variedade de empregados e funcionários da casa ou das propriedades. A criança sofria influências dessas inúmeras figuras. Com as transformações socioeconômicas, os grupos foram se tornando menores, até se reunirem no que hoje conhecemos como família nuclear, esta é constituída por pai, mãe e filhos, e, às vezes, alguns agregados. Mas o grupo familiar se tornou muito mais restrito, de maneira que a criança passa a ver o pai, a mãe e os irmãos como figuras de referência, e essas assumem uma importância de maior peso.

IHU On-Line – A paternidade é um tabu para as mulheres?

Rubens de Aguiar Maciel – Há um grande desconhecimento em relação à importância da função paterna dentro da família. Nas relações entre mãe e pai, existe uma dinâmica que é alterada com a vinda de um filho. Por outro lado, o pai tem uma função muito importante na formação da personalidade e no aspecto emocional da criança. Como os estudos não são muito extensos e aprofundados, se conhece pouco sobre isso, tanto a mulher quanto a sociedade de uma maneira geral. Na comunidade científica, isso também acontece, na medida em que os estudos não são muito extensos e abundantes. Iniciou-se, em vários outros países, algumas pesquisas que voltam suas atenções e esforços no sentido de olhar para a questão da paternidade, dentro da dinâmica familiar e na constituição emocional do filho.

IHU On-Line – A mãe tem influências no exercício da paternidade?

Rubens de Aguiar Maciel – Se for uma mãe amadurecida e segura emocionalmente, ela irá incluir esse pai, na relação com o filho, de uma maneira positiva. Entretanto, se essa mulher não é razoavelmente madura e se sua relação com o marido não está indo muito bem, pode haver uma tendência da mulher se unir ao filho e excluir o pai. É como se ela fizesse um pacto com o filho por várias razões, por ciúmes ou insegurança do marido, e, desta forma, prejudica o bom vínculo com a criança. Em outros casos, se a mulher é muito ansiosa, ela se volta de uma maneira extremamente exagerada para sua maternidade. Passa a ter um cuidado excessivo e, às vezes, desnecessário. A mãe acaba retirando a atenção de muitas outras coisas e principalmente do marido, que acaba se ressentindo disso. São mulheres que, por exemplo, não podem ter uma vida sexual, que procuram exercer cuidados exagerados com a sua saúde, que não tem uma vida social, se voltam exclusivamente para a gestação, de uma maneira que acaba excluindo o marido do convívio emocional com ela.

IHU On-Line – Quais as diferenças entre o papel e a função de pai?

Rubens de Aguiar Maciel – O papel está mais voltado para as expectativas sociais, culturais e morais de como o pai deve se comportar em relação à sua família e seu filho. Nesta medida, ele deve ser um provedor material, de educação, saúde etc. Inclusive, do ponto de vista legal, há uma lei, que está tramitando no congresso, que irá permitir aos filhos que processem seus pais por ausência afetiva, por falta de amparo afetivo. Porém, esses aspectos são relativos ao papel do pai, é o que se espera que o pai desempenhe. A função do pai diz mais respeito à formação emocional e da personalidade da criança.

O pai vai surgir como um exemplo em muitos aspectos para o filho. Vai surgir como aquele que deve estimular a criança a sair do vínculo simbiótico com a mãe. O pai irá induzir a criança para que ela vá se desligando da mãe, e vá se introduzindo na sociedade. A tendência natural da criança é estar grudada com a mãe o tempo todo, ser o centro das atenções e ter a mãe como objeto de seu controle. Se ela chora ou quer carinho, a mãe estará lá. O pai será aquela pessoa que dirá: “Ela é sua mãe, mas também é minha mulher. Ela é sua mãe, mas também é mãe dos seus irmãos. Você precisa substituir sua mãe, temporariamente, pelo pai ou por algum brinquedo”. Desta forma, o pai vai colocando a criança no convívio com a sociedade e vai fazendo com que ela aprenda a dividir esse amor simbiótico pela mãe com outras pessoas. A criança, primeiro, vai aprender a dividir essa atenção dentro do ambiente familiar, depois na escola, com a sua turma na adolescência, com seu grupo de trabalho na idade adulta, e vai destituindo seus amores primitivos por outros. A função do pai é formar uma criança que saberá dividir e lidar com seus desejos, assim ela conseguirá conviver em sociedade de forma mais harmônica.

IHU On-Line – E quanto aos limites, qual o papel da figura paterna?

Rubens de Aguiar Maciel – A criança ou bebê quer a mãe o tempo todo, exclusivamente, não quer dividi-la com ninguém. Um fato bem exemplar é quando se observa uma criança mamando no peito. A mãe está lá, conversando com ela e, se chega alguém, a criança olha para essa pessoa, mas continua com os dentes cravados no mamilo da mãe. Em relação a esse desejo de exclusividade e essa ligação contínua, isso precisa ser limitado. É preciso que se estabeleça uma separação. Neste sentido, o pai vem como limite.

IHU On-Line – Que lacunas se abrem a partir da ausência da figura paterna?

Rubens de Aguiar Maciel – A falta do pai é sempre prejudicial. Entretanto, a mãe pode exercer certas funções paternas. Neste sentido do limite, a mãe pode exercer em relação ao filho uma separação, dizendo para ele que também tem outras responsabilidades, mesmo na ausência do pai. Já a ausência do pai, como modelo, pode trazer uma série de fantasias e consequências, mais ou menos sérias, dependendo do convívio da criança com outras figuras masculinas. Se a criança tiver uma variedade de figuras masculinas para se identificar, o problema se dilui um pouco. Se não tiver, se o convívio for apenas com a mãe ou com figuras femininas, o problema aumenta, na medida em que não tem modelos para se projetar. A criança, no entanto, pode ir pegando esses modelos com seus amigos, com os pais dos amigos, mas não é a condição mais favorável.

IHU On-Line – Que tipo de transformações o filho traz para o pai enquanto homem?

Rubens de Aguiar Maciel – O fato de ser pai desperta, em muitos homens, um senso de responsabilidade que traz muitas ansiedades, muitas dúvidas. No sentido de que o homem se pergunta se é capaz de desempenhar aquele papel de forma razoável. A minha pesquisa foi feita com pais de primeira viagem, e, quando se trata do primeiro filho, os pais não sabem o que os espera. Eles não sabem se serão capazes de prover os filhos, de manter o emprego, de ser amorosos, darem bons exemplos, e, muitas vezes, não sabem se serão capazes de ter um comportamento diferente daquele que eles tiveram com seus próprios pais. Muitos deles não concordam com a educação que tiveram, esperam dar uma educação diferente, mas não sabem se tem capacidade e flexibilidade para se modificar.

IHU On-Line – Podemos dizer que hoje os pais têm uma relação mais afetiva e próxima com os filhos?

Rubens de Aguiar Maciel – Sim, isso vem mudando. Os pais hoje se mostram muito mais interessados e participativos. Essa quantidade enorme de separações faz com que os pais convivam com seus filhos e passem os finais de semana com eles. Há uma solicitação social, uma sugestão, por parte do comportamento, de que o pai deve se manter mais próximo. Isso tudo tem favorecido uma aproximação entre os pais e os filhos. Eu diria que é um começo e que ainda há muito para se avançar, mas a reação mais íntima entre pai e filho é um fato que vem se estabelecendo.

IHU On-Line – E que aspectos explicam a mudança de comportamento na paternidade, considerando essa relação mais próxima?

Rubens de Aguiar Maciel – Há transformações sociais e econômicas, com as famílias menores, que fazem as mulheres participarem do mercado de trabalho. Faz-se necessária uma divisão das tarefas dentro do lar com o marido, que passa a conviver com filhos de uma maneira mais intensa. Há também a divulgação dos conhecimentos científicos em relação ao comportamento. É indicado que esse pai não seja ausente, frio, distante e autoritário, e que deseje simplesmente determinar o futuro dos seus filhos, dizendo a eles o que devem seguir, a nível de carreira ou de relações. O cuidado com os desejos e as necessidades dos filhos, hoje em dia, é muito maior do que no passado. Hoje, há alguns movimentos que procuram auxiliar os homens nesta tarefa de pai, ainda são poucos, mas existem grupos que se organizam no sentido de fazerem turmas de pais, de casais, onde vão discutir a questão da paternidade e do cuidado com os filhos. É algo que precisa ser incentivado e divulgado.

(Envolverde/IHU Unisinos)
http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=72999&edt;=1

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O que significa o sorriso do seu bebê

Posted by on 10 / maio / 2010 in Curiosidades Paternas | 1 comment

VEJA QUAIS OS TIPOS DE SORRISOS QUE SEU PEQUENO PODE ESTAR DISTRIBUINDO POR AÍ E APRENDA COMO FUNCIONA CADA UM DELES.

Um simples sorriso pode revelar muito sobre o desenvolvimento de um bebê. Até mesmo algumas doenças podem ser diagnosticadas a partir de sua interpretação. É o caso do autismo, ask por exemplo. Um dos sinais de seu início é o desinteresse da criança em se comunicar, look além da falta de sorrisos, sugerem estudos. Ou seja: sorrir não é só uma manifestação de alegria, como também tem relação direta com o desenvolvimento cerebral. Veja quais os tipos de sorrisos que seu pequeno pode estar distribuindo por aí e aprenda como funciona cada um deles.

Sorriso falso
“Tão pequenino e já malandro?”, você pode estar pensando. Mas não é bem assim. Os sorrisos ainda sem dentinhos que os bebês disparam logo depois de nascer são espontâneos e aleatórios, mas nada têm a ver com bom humor. Esses sorrisos são desencadeados simplesmente pela queima de neurônios no tronco cerebral. Esse primeiro movimento da boca é como se fosse um sorrisinho falso!

Sorriso de alegriaUm verdadeiro sorriso de alegria vem diretamente do sistema límbico, que é o centro emocional do cérebro. Envolve os olhos, ergue as bochechas, mas esses músculos são involuntários, ou seja, você apenas consegue movimenta-los se há um sentimento sincero no sorriso. Entre quatro e dez semanas de vida, o sistema límbico, assim como outras regiões, não é suficientemente maduro para permitir que os bebês dêem sorrisos de fato. Quando acontece, é um momento emocionante, em que os pais sentem uma verdadeira ligação com seus filhos – passa a ser uma troca de interações.

Sorriso do sono
Quando os bebês cochilam, às vezes ficamos com a impressão de que eles estão sorrindo, e estão mesmo! Cientistas acreditam que isso aconteça porque as células responsáveis se posicionam próximas à região do tronco cerebral, onde se origina a fase REM do sono (quando acontecem os sonhos mais realistas).

Sorriso vicianteDesde que seu filho te presenteou com um sorrisinho, você se vira nos trinta para fazê-lo sorrir novamente? Pois saiba que você pode estar viciado! Quando os pais percebem que os bebês estão felizes, áreas de recompensa do cérebro são ativadas, dando um impulso no humor, o que deixa aquela sensação de quero mais, dizem estudos.

Sorriso que uneSorrisos são importantes na construção do afeto, alguns psicólogos acreditam que até mesmo os bebês mais velhos guardam os sinais genuínos dos sorrisos verdadeiros apenas para os pais – pessoas estranhas são mais passíveis de receber um sorrisinho falso; já que o estranhamento do primeiro contato não consegue despertar um sentimento tão forte. O sorriso é bem mais do que apenas um presente para os pais; é uma maneira de acompanhar o desenvolvimento dos bebês, pois prova que outras áreas do cérebro foram despertadas. Em comparação com filhotes de outras espécies, as crianças precisam muito do cuidado dos pais para assimilar valores durante seu crescimento. Mas as demonstrações de afeto estão presentes em nós de maneira instintiva. Os sorrisos sinceros e afetuosos são inconscientes, porem essenciais para estreitar a relação entre pais e filhos

 

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