Como uma filha enxerga seu pai

Posted by on 17 / ago / 2015 in Curiosidades Paternas | 0 comments

O pai é fundamental no processo de desenvolvimento emocional e social das filhas. O pai é seu exemplo masculino. Um bom pai mostrara a menina que tipo de homem ela deve buscar no futuro para se relacionar.

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Os pais são os primeiros amores na vida das crianças. E não há nada de mal nisso; aliás, é fundamental a existência desse vínculo, pois é a partir dele que as crianças irão formar o modelo de amor que desejam receber no futuro.

 

  • A relação da menina com seu pai

    O pai é aquele que vem separar a filha da mãe, permitindo que ela se relacione com “o outro”, o diferente. De suma importância para seu amadurecimento emocional. Segundo Freud, esse processo é fundamental também para a orientação sexual da menina na vida adulta. Pois ao ver que a mãe tem um relacionamento com o pai, a menina tende a imitá-la e se apegar ao pai, rivalizando com a mãe pelo amor dele. É muito comum a menina pequena dizer que é “a namorada do papai”. Ao perceber que o pai “pertence” à mãe, a menina se identifica com ela e quer ser igual a ela para conquistar o amor do pai, que mais tarde se manifestará na procura de homens com características semelhantes às dele. Claro, que isso tudo ocorre num nível inconsciente, a criança não sabe que esse processo acontece e nem tem a intenção de que seja assim.

  • O que a menina deseja de seu pai?

    A menina deseja sentir-se amada e valorizada. Ela quer que o pai note sua beleza, o cabelo arrumado, a roupa nova e seus sucessos na vida. Ela quer elogios e mimos.

    É muito importante que o pai responda a essa necessidade da filha e demonstre que a vê e a aprecia. Dizer a ela que está bonita com o novo penteado, ou com o vestido ou felicitá-la por seu bom desempenho a faz sentir que o pai se importa com ela e a ama.

    Toda menina quer ser a princesinha do papai, e não está disposta a aceitar qualquer tratamento inferior a esse. Críticas, embora se façam por vezes necessárias, não são bem-vindas. Caso o pai necessite fazê-lo, faça com bondade ou delegue à outra pessoa como a mãe, por exemplo. É muito constrangedor para a menina ouvir de seu pai que seu cabelo está feio ou que ela não está cheirando bem.

  • Como a menina vê o pai?

    O pai é sua primeira referência do mundo masculino e modelo de como um homem deve ser e como deve tratá-la. Se o pai é bondoso, a trata bem e é um exemplo de virtudes, é provavelmente este tipo de homem que a menina procurará quando adulta para relacionar-se. O inverso também é verdade. Se o pai for agressivo, autoritário, desonesto, é o que a filha guardará como “modelo” masculino. Segundo Regina Rahmi, psicanalista, a verdade é “Tal pai, tal namorado, marido…”.

    As meninas admiram seu pai, querem agradá-lo, conquistá-lo e receber seu amor. O pai é forte e protetor. Ele é o provedor e pode realizar seus desejos de consumo.

    É dever do pai ajudar a filha a amadurecer e criar uma identidade própria. A filha deve saber que não precisa se adaptar, imitar alguém ou agradar a um homem para dele receber amor. Para isso o pai deve mostrar amor incondicional por sua filha. Frases como: “Eu não gosto mais de você, porque você falou palavrão” . “Eu não gosto mais de você, porque você não foi aprovada na escola.”, dizem à menina que ela deve ser boazinha e fazer o que o pai deseja para ser amada, fazendo-a desenvolver baixa autoestima e insegurança. Ela passa a acreditar que se não é amada é porque é má.

    O pai autoritário x pai permissivo

    Segundo a psicóloga Lila Rosana – Ser autoritário pode passar a mensagem para a sua filha que ela tem que se submeter aos homens. Avalie se você precisa ser autoritário sempre, pois deixar algumas decisões nas mãos da filha poderá ajudá-la a amadurecer e a assumir as consequências pelas decisões equivocadas.

    Em contrapartida, fazer tudo o que ela quer, o torna o queridinho dela, mas pode torná-la manipuladora. O pai deve também dar limites.

    Lila Rosana conclui que: Tratar a sua filha com respeito, confiança e amor, fará dela uma mulher segura e hábil para se relacionar não apenas com os homens, mas com todos ao seu redor.

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Amor de pai é uma das principais influências na personalidade dos filhos

Posted by on 11 / ago / 2015 in Curiosidades Paternas | 1 comment

Branco, negro, gordo, magro, católico, protestante, rico, pobre. Não importa quantos fatores sociais, econômicos, culturais ou religiosos difiram entre as pessoas, nós todos temos algo em comum: viemos ao mundo graças a um pai e uma mãe, e o amor deles por nós faz toda a diferença na nossa vida.

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Segundo um novo estudo, ser amado ou rejeitado pelos pais afeta a personalidade e o desenvolvimento de personalidade nas crianças até a fase adulta. Na prática, isso significa que as nossas relações na infância, especialmente com os pais e outras figuras de responsáveis, moldam as características da nossa personalidade.

“Em meio século de pesquisa internacional, nenhum outro tipo de experiência demonstrou um efeito tão forte e consistente sobre a personalidade e o desenvolvimento da personalidade como a experiência da rejeição, especialmente pelos pais na infância”, disse o coautor do estudo, Ronald Rohner, da Universidade de Connecticut (EUA). “Crianças e adultos em todos os lugares tendem a responder exatamente da mesma maneira quando se sentem rejeitados por seus cuidadores e outras figuras de apego”.

E como elas se sentem? Exatamente como se tivessem sido socadas no estômago, só que a todo momento. Isso porque pesquisas nos campos da psicologia e neurociência revelam que as mesmas partes do cérebro que são ativadas quando as pessoas se sentem rejeitadas também são ativadas quando elas sentem dor física. Porém, ao contrário da dor física, a dor psicológica da rejeição pode ser revivida por anos.

O fato dessas lembranças – da dor da rejeição – acompanharem as crianças a vida toda é o que acaba influenciando na personalidade delas. Os pesquisadores revisaram 36 estudos feitos no mundo todo envolvendo mais de 10.000 participantes, e descobriram que as crianças rejeitadas sentem mais ansiedade e insegurança, e são mais propensas a serem hostis e agressivas.

A experiência de ser rejeitado faz com que essas pessoas tenham mais dificuldade em formar relações seguras e de confiança com outros, por exemplo, parceiros íntimos, porque elas têm medo de passar pela mesma situação novamente.

É culpa do pai, ou é culpa da mãe?

Se a criança está indo mal na escola, ou demonstra má educação ou comportamento inaceitável, as pessoas ao redor tendem a achar que “é culpa da mãe”. Ou seja, que a criança não tem uma mãe presente, ou que ela não soube lhe educar.

Porém, o novo estudo sugere que, pelo contrário, a figura do pai na infância pode ser mais importante. Isso porque as crianças geralmente sentem mais a rejeição se ela vier do pai.

Numa sociedade como a atual, embora o nível de igualdade de gênero tenha crescido muito, o papel masculino ainda é supervalorizado e muitas vezes vêm acompanhado de mais prestígio e poder. Por conta disso, pode ser que uma rejeição por parte dessa figura tenha um impacto maior na vida da criança.

Com isso, fica uma lição para os pais: amem seus filhos! Homens geralmente têm maior dificuldade em expressar seus sentimentos, mas o carinho vindo de um pai, ou seja, a aceitação e a valorização vinda da figura paterna, pode significar tudo para um filho, mesmo que nenhum dos dois saiba disso ainda.

E para as mães, fica outro recado: a próxima vez que vocês forem chamadas à escola por causa de algo que o pimpolho aprontou, tenham uma conversa com o maridão. Tudo indica que a culpa é dele! Brincadeiras à parte, problemas de personalidade, pelo visto, podem resolvidos com amor de pai. E quer coisa mais gostosa?

Fonte: blog hype science
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5 exemplos de como a paternidade muda o cérebro de um homem

Posted by on 10 / ago / 2015 in Curiosidades Paternas | 0 comments

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A paternidade pode mudar a vida de um homem. Mas você sabia que ela também muda seu cérebro? Especialistas acreditam que isso acontece para equipar pais com o mesmo “sentido do bebê” que é muitas vezes atribuído às mães.

Do ponto de vista do reino animal, pais humanos são incomuns. Pertencem a um grupo de menos de 6% de espécies de mamíferos nas quais os pais desempenham um papel significativo na criação da prole. Nestas espécies, o cuidado paternal muitas vezes envolve os mesmos comportamentos do maternal, com a exceção da enfermagem.

Mas como é que a paternidade muda o cérebro de um homem? A ciência só recentemente investigou os mecanismos neurais e hormonais do cuidado paternal, mas até agora as evidências sugerem que os cérebros das mães e pais usam um circuito neural semelhante ao cuidar de seus filhos. Mães e pais também passam por mudanças hormonais semelhantes ligadas ao seu cérebro.

O cérebro dos papais muda das seguintes formas:

O cérebro do pai fica parecido com o da mãe

Cuidar de uma criança remodela o cérebro dos pais, fazendo-os mostrar os mesmos padrões de engajamento cognitivo e emocional que são vistos nas mães. Em um estudo recente, pesquisadores analisaram a atividade cerebral de 89 novos pais enquanto eles assistiram a vídeos, incluindo alguns com os próprios filhos. O estudo analisou as mães que tinham o papel de principais cuidadoras dos filhos, pais que ajudavam a cuidar dos filhos e pais gays que criavam uma criança sem a figura feminina da mãe.

Todos os três grupos mostraram ativação de redes cerebrais ligadas ao processamento emocional e compreensão social. Em particular, os pais que eram os principais cuidadores de seus filhos mostraram o tipo de ativação no processamento emocional visto principalmente em mães que desempenham esse papel. Os resultados sugerem que há uma rede do cérebro comum a ambos os sexos.

Pais experimentam alterações hormonais

Gravidez, parto e amamentação, todas essas coisas provocam alterações hormonais em mães. No entanto, os pesquisadores descobriram que os homens também sofrem mudanças hormonais quando se tornam pais.

Estudos em animais e seres humanos mostram que os novos pais experimentam um aumento nos hormônios estrogênio, oxitocina, prolactina e glicocorticoides, de acordo com uma recente revisão de estudos realizada pela psicóloga Elizabeth Gould e seus colegas da Universidade de Princeton, em Nova Jérsei, nos Estados Unidos.

De acordo com os pesquisadores, o contato com a mãe e os filhos parece induzir as mudanças hormonais nos pais. Nos seres humanos, pais que demonstram mais carinho para com seus filhos também tendem a ter níveis mais altos de oxitocina.

Os efeitos de paternidade sobre os níveis de testosterona são menos claros. Papais humanos mostram uma diminuição da testosterona, o que os pesquisadores acreditam que pode servir para fazer com que os pais fiquem menos agressivos, aproximando-os de seus filhos. Mas alguns pais roedores mostram um aumento nos níveis de testosterona, o que está possivelmente ligado ao seu comportamento de proteção elevado.

Ainda não está claro até que ponto essas mudanças de testosterona são a causa ou o resultado de diferentes comportamentos parentais. “No entanto, o contato infantil em si parece modular sistemas endócrinos e ativar circuitos neurais nos pais de uma maneira que é muito semelhante ao das mães”, escreveram os pesquisadores em seu estudo, publicado em outubro de 2010, na revista Trends in Neurosciences.

Um sopro de oxitocina aumenta o vínculo pai-bebê

Embora pais que participam na educação dos filhos mostrem um aumento nos níveis de oxitocina, também ocorre o inverso; o aumento nos níveis do hormônio parece aumentar o contato com as crianças. Em um estudo recente, os pesquisadores descobriram que uma dose do “hormônio do aconchego” deixa os pais mais “engajados” enquanto brincam com seus filhos, e as crianças também ficam mais receptíveis.

Isso significa que um spray de oxitocina torna um pai presente e carinhoso? Ainda não. Os investigadores avisam que este hormônio tem uma variedade de efeitos sobre o comportamento, e nem todos são positivos.

Novos neurônios no cérebro do pai

A paternidade também afeta pais no nível neuronal. O nascimento de uma criança parece induzir o desenvolvimento de novos neurônios no cérebro dos pais, pelo menos foi o que estudos com animais concluíram.

Os pesquisadores dizem que esses novos neurônios podem se desenvolver em resposta ao que os cientistas chamam de riqueza ambiental, ou seja, a nova dimensão que a criança traz para a vida de um pai.

Estudos descobriram que as ratazanas que estavam com seus filhotes apresentaram maior crescimento celular na região do hipocampo do cérebro, que está ligada à memória e à navegação. Outros estudos descobriram que os novos neurônios nas regiões olfativas do cérebro permitem que pais camundongos reconheçam seus filhotes.

Papais se tornam sensíveis às vozes de seus filhos

Embora seja geralmente pensado que um “instinto materno” torna as mães incrivelmente boas em identificar os berros únicos de seus bebês, um estudo recente sugere que, de fato, os pais são tão bons nisso quanto as mães.

Para comparar o desempenho dos pais na detecção do choro do bebê, pesquisadores pediram a 27 pais e 29 mães que identificassem os gritos de seus bebês entre os gritos de cinco crianças. Em média, pais e mães foram capazes de detectar quais eram seus bebês em cerca de 90% das tentativas, e os homens foram tão bem quanto as mulheres.

 

fonte: http://hypescience.com/

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Paternidade

Posted by on 17 / set / 2014 in Vida de Pai | 2 comments

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Muitas gestantes ainda se referem à gravidez com exclusividade, utilizando-se de expressões que, consciente e inconscientemente, transmitem a mensagem que são questões puramente femininas, como se o homem fosse apenas continente de suas angústias e ansiedades e, paradoxalmente, ressentem-se pela indiferença de seus parceiros.

Tais atitudes refletem posturas ancestrais quando, de fato, o homem era excluído da relação e sua participação terminasse no momento em que o bebê era concebido.

Felizmente os tempos mudaram, e o que vemos atualmente é que cada vez mais aumenta o número de homens que desejam participar ativamente do processo da paternidade, constituindo-se num elemento-chave indispensável da equação pré-natal. Assim, não se considera apenas a mulher grávida, mas o casal grávido.

Durante os meses de gestação, o feto ouve a voz paterna e percebe a influência que exerce em sua mãe, através dos batimentos cardíacos, produção hormonal e corrente sangüínea. Tudo quanto afeta positiva e negativamente sua mãe, afeta-o também e as questões conjugais entram em jogo com um grande peso, já que são as que mais atingem emocionalmente a gestante.

A voz paterna é tão importante para a criança que se o pai se comunicar com ela ainda in útero, a criança é capaz de reconhecê-la e de reagir, logo ao nascer. Assim, se por qualquer obstáculo mãe e bebê são separados após o nascimento, e se a mãe estiver impossibilitada de acompanhar sua recuperação, o pai deve assumir e estabelecer contato com ele para que não perca seus referenciais intra-uterinos, podendo sentir-se novamente em segurança.

É’ verdade que fisiologicamente o homem está em desvantagem, já que quem gesta o bebê é a mulher, porém, se ela puder ajudá-lo e conseguir introduzi-lo nesta relação tão íntima, fazendo-lhe um lugar, este pai poderá assumir a função que lhe é de direito e de amor e o vínculo paterno-filial irá se fortalecendo com o passar do tempo, aumentando seu envolvimento e prazer em acompanhar o desenvolvimento da gestação.

No exato instante em que a mulher anuncia ao homem que está grávida, implicitamente anuncia o nome de família que esta criança terá. O impacto da notícia depende da história do casal e do tipo de relação que une o homem e a mulher, que pode ter vários efeitos, desde uma felicidade extrema e compartilhada, até separações, afastamentos e conflitos.

O modo como o homem vivencia a gravidez é diferente da mulher. Mesmo as emoções, apesar de as mesmas, também são vivenciadas diferentemente. E é por isso que as gestantes não compreendem e até se ressentem quando seus parceiros não se manifestam com a intensidade esperada, inclusive quando a gravidez foi planejada e desejada por eles.

Em primeiro lugar, porque desejar um filho é completamente diferente de se projetar como pai. E isto é válido também para a mulher. Enquanto o desejo de um filho situa-se no plano da fantasia, onde todas as expectativas são idealizadas, projetar-se como pai remete-o à realidade das responsabilidades que deverão ser assumidas e pelas quais também se percebe inseguro e despreparado.

Em segundo lugar, porque também se encontra em estado regressivo, quando os conflitos infantis, conscientes e inconscientes, são reatualizados, principalmente no tocante à relação com os pais de origem, em especial, com a figura paterna.

Embora o homem e a mulher contribuam igualmente para a concepção do filho, é a mulher que vai vivenciar as transformações físicas e sentir o bebê crescer dentro de seu corpo. Isto causa muita inveja e ciúme no homem por não poder participar diretamente da díade mãe-bebê, o que pode levá-lo a sentir-se excluído da relação.

Para se fazer um lugar, produzem-se os sintomas que são expressões inconscientes desse desejo. Aparecem, então, sensações semelhantes às da mulher, como aumento de apetite, problemas digestivos, intestinais, aumento de sono… Muitas vezes procura inteirar-se de todas as informações possíveis sobre a gravidez, parto e puerpério, como também de captar a cada instante os movimentos fetais, colocando a mão no ventre da parceira.

Outros homens excluem-se da relação, como se não pudessem ou devessem ter acesso à gravidez. Culturalmente, ainda se lhes encontra enraizado que a demonstração de ternura e os cuidados para com um bebê vão contra o conceito de masculinidade.

Outros, ainda, sentem-se incompreendidos e desamparados em suas angústias e ansiedades, pois também se percebem fragilizados, cheios de dúvidas e com medodo futuro e, sem ninguém para ouvi-los, uma vez que o ambiente mais próximopermanece voltado apenas para a gestante, saem em busca de amigos, ficandocada vez mais afastados do ambiente doméstico, e o que é pior : sofrendo sozinhos.

Mas a psicologia pré-natal, com seus estudos cada vez mais avançados, tem demonstrado claramente a importância para o feto do contato precoce com a figura paterna. Quanto mais cedo o vínculo é formado, tanto pelo contato físico no ventre da mulher quanto pela emissão de palavras, maiores benefícios emocionais trarão após o nascimento, pois o bebê necessita tanto dos cuidados maternos quanto dos paternos, visto ser receptivo e sensível a estes, principalmente se tiveram início na vida intra-uterina.

Como a criança já guarda lembranças na vida pré-natal e é capaz de retê-las, a ligação profunda e intensa pai-feto é essencial para o continuum do vínculo pós-nascimento. Este pai, então, deixa de ser mero provedor para compartilhar dos cuidados básicos com o bebê, bem como de sua educação e desenvolvimento físico-emocional.

Mas os limites de cada um devem ser respeitados. Há pais que por não conseguirem experienciar a troca de fraldas, assumem outras tarefas como dar banho, alimentar, levar a passear. Sendo assim, podem revezar com a mulher, deixando de sobrecarregá-la e de se sobrecarregar, ficando ambos mais disponíveis emocionalmente para o bebê. Além do contato com ele, o homem também tem uma função importante como companheiro, pois transmitindo amor e segurança à mulher, colaborará para que ela acolha mais intensamente seu próprio filho.

Muitos homens se decepcionam com a parceira e vice-versa, por não corresponderem ao ideal de pais que construíram, o que pode gerar novos conflitos ou romper um equilíbrio que já era frágil. Se as expectativas forem irreais, há de se refletir para encontrar um meio de reassegurar o bom entendimento, através de muita compreensão e de ajudas mútuas para sobrepujar as dificuldades que porventura surjam.

O reatamento das relações sexuais também são fonte de grande angústia do homem, visto ainda estar em estado regressivo. O temor de machucar a mulher ressurge com a mesma intensidade que na adolescência, o que causa grande insegurança na parceira por perceber este distanciamento como uma rejeição a si mesma.

Alguns homens se afastam da mulher por estarem ainda ressentidos pelo abandono sofrido durante todo o processo da gestação, o que lhes causou sentimentos de intenso ciúme e rivalidade para com o filho, tal como ocorrem quando nasce um irmão.

Outros, ainda, por sua história pessoal, modelos parentais ou culturais, vêem em suas parceiras apenas a imagem materna, o que tornam as relações sexuais inviáveis. Para outros, ao contrário, a parceira fica ainda mais sedutora, pois foi quem gestou seu filho, prova viva de sua virilidade.

A presença ou não do homem na sala de parto, é outra questão que surge e que depende do desejo e disponibilidade do futuro papai. Há homens que não se sentem à vontade para assistir o parto, pois além de revivenciarem a reatualização da angústia do próprio nascimento, teriam que suportar a culpa e responsabilidade, que muitas vezes surgem, ao se depararem com o que a parceira está vivenciando fisicamente. Outros assumem a tarefa sem dificuldade, funcionando como suporte emocional da mulher e de acolhimento ao bebê nesta sua vinda ao mundo aéreo.

Mas o direito de estar presente na sala de parto, não deve transformar-se em obrigação. Deve ser negociado entre o casal e decidido de comum acordo, o que é melhor para cada um.

Assim como a puérpera, o homem também experiencia a depressão pós-parto, temendo não ser capaz de assumir a nova família, de ser bom pai e, principalmente, temendo perder o lugar que tem junto à companheira, pois sabe que seu filho irá exigir toda sua atenção e cuidados nos primeiros meses.

Mas, essencialmente, o baby blues tem origem no trauma da angústia de separação da mãe e que se funda na cesura do cordão umbilical, no momento do próprio nascimento, que é reatualizado com profunda e intensa ansiedade.

De qualquer maneira, homem nenhum passa imune ao processo de gestação e do nascimento de um filho. Com a evolução dos estudos sobre a relação paterno-filial, desde a vida intra-uterina, muitos homens estão se conscientizando e assumindo a paternidade de modo mais responsável, valorizando a importância de sua participação na vinda e na vida de seus filhos.

Com isto, homens e mulheres poderão estabelecer vínculos mais solidários e sólidos, independentemente da situação do vínculo afetivo, o que certamente irá produzir gerações futuras de crianças emocionalmente mais ajustadas, estáveis, seguras e, portanto, muito mais felizes.

 

fonte: Ana Maria Morateli da Silva Rico – Psicóloga Clínica

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QUANTO CUSTA TER UM FILHO?

Posted by on 15 / jul / 2014 in Dicas de Prima | 0 comments

 

Volta e meia escutamos que trazer um filho ao mundo não é fácil e que criá-lo pode ser mais difícil e caro do que parece. Não se trata de palavras sem fundamento! Realmente a gestação, criação e educação de um filho podem pesar no bolso e justamente por isso, são responsabilidades que demandam muito planejamento financeiro.

Pais e mães do mundo inteiro são enfáticos ao afirmar que depois que um filho nasce, a vida muda.Que nada permanece no lugar e que as prioridades são outras. O fato é que toda essa revolução começa a acontecer antes mesmo do parto.

Se você pretende ter um filho, prepare-se para as grandes mudanças que acontecerão na sua vida! Se você já tem, pegue o lápis e a calculadora, pois para prover as necessidades básicas dele é necessário ter disciplina e planejamento.

O custo total para cuidar de um filho até a idade adulta pode atingir valores bastante altos, a depender da renda dos pais, do padrão de vida da família e das suas prioridades financeiras. Quer saber quanto dinheiro você precisa para ter filhos? Então acompanhe o nosso artigo!

VOU TER UM FILHO. E AGORA?

Agora é se organizar e economizar mais do que nunca. De acordo com o INVENT, filhos podem custar entre um e dois milhões para pais de classe alta. Mas não precisa se desesperar! Embora saiam caro também, os filhos de classe média e classe média alta custam aos seus pais entre R$ 320.400 e R$ 640.920. Isso é o equivalente a um bom imóvel, uma gorda poupança ou uma frota de até 20 carros populares.

Investimentos dessa proporção dificilmente podem ser feitos da noite para o dia e com os filhos também é assim. Os gastos e aplicações são graduais e é justamente aí que a programação financeira se torna imprescindível, afinal, no investimento com os filhos há tempo para se planejar e priorizar os gastos em cada fase da vida deles.

PLANEJAMENTO E GESTAÇÃO

O ideal é que a chegada de um bebê seja planejada, a fim de que essa fase seja mais tranquila e prazerosa para os pais. Os especialistas recomendam que as questões que possam vir a se complicar com o nascimento do filho sejam resolvidas antes da gestação. Nessa lista de resoluções, devem ser priorizados os eventuais reparos na casa, a quitação de dívidas e também a abertura de uma poupança. O casal deve considerar também o tempo em que a mãe se ausentará do trabalho e verificar se a renda familiar é suficiente para cobrir os gastos da gravidez.

Investir em um bom plano de saúde (R$ 190 a R$ 560,00 mensais) pode ser uma ótima estratégia, pois os planos cobrem as consultas mensais (R$ 100 a R$ 300,00) e exames que podem custar até R$ 2.000. É comum também que ele cubra a internação da gestantes (R$ 800 a R$ 10.000) e o berçário (R$ 1.000). Ainda assim é preciso preparar o bolso para as despesas extras, como por exemplo, os testes de tipagem sanguínea e o teste do pezinho (total de R$ 150,00 em média). Além disso, o planejamento é fundamental, pois existe um período de carência para poder usufruir dessa cobertura.

ENXOVAL, DECORAÇÃO E VESTUÁRIO

Durante a gestação, os pais ganham presentes que acabam dando uma força a mais nessa fase de tantos gastos. Fraldas, banheiras, bebê conforto e carrinho são alguns dos presentes mais comuns e a economia pode passar de R$ 3.000 se eles forem recebidos espontaneamente, sem a realização dos tradicionais chás de bebê. Em muitos casos, esse evento acarreta custos altos e acaba tendo um caráter exclusivamente comemorativo, considerando que os pais gastam mais do que ganham na realização dos chás.

Quanto à decoração de um quarto de bebê, ela costuma custar entre R$ 2.000 e R$ 10.000, desde os móveis, passando pelos itens como mosqueteiros e chegando aos artigos decorativos como pelúcias, nichos, tapetes e móbiles. As reformas e adaptações no quartinho também fazem a conta subir, mas se o papai usar as habilidades de pintor e a mamãe atuar como decoradora, a economia acaba sendo grande, já que os gastos com mão de obra especializada podem passar de R$ 3.000.

Diferentemente dos gastos com decoração, as despesas com vestuário são contínuas e incluem a compra de roupas, calçados e acessórios. De acordo com Adriano Amui, o valor investido nesse tipo de aquisição varia de R$ 45.000 a R$ 148.896 (filhos de classe média e classe alta).

Que pai não gosta de ver o filho bonito e bem arrumado? Esse desejo é válido, mas não deve sobrepor à razão. É preciso ter equilíbrio para comprar realmente o que o filho precisa e adequar os gastos com vestuário à realidade da família. É possível ter bom gosto e fazer excelentes compras de forma econômica. Outra dica bacana é não comprar tamanhos pequenos demais, pois os filhos crescem rápido.

ALIMENTAÇÃO, SAÚDE E BEM-ESTAR

Logo nos primeiros dias de vida de um filho, a conta da farmácia pesa no orçamento. Vários pacotes de fralda, produtos de higiene e eventuais remédios para a mãe e o bebê podem totalizar gastos de até R$ 300 por mês. Para não ver as cifras subirem, é melhor torcer para não haver necessidade de comprar leite especial, pois a lata custa em torno de R$ 50. A suplementação para a mãe em caso de anemia também custa caro.

O tempo passa e os gastos com saúde não diminuem. Soma-se a essa conta o plano de saúde, gastos com dentista, pediatra e necessidades particulares de cada criança. Além disso, atividades de promoção do bem-estar começam a ser inseridas na rotina da criança e nesse caso é importante se preparar para mensalidades como aula de natação, balé e futebol.

Do leite de cada dia ao fast food na adolescência, a alimentação de um filho não sai barata, variando entre R$ 42.000 e R$ 126.000 (de 0 a 22 anos). O valor gasto com comida depende da renda familiar e dos hábitos alimentares do filho. Caso ele tenha alguma intolerância, certamente os gastos mensais com alimentação sobem.

CRECHE E FASE ESCOLAR

Nos anos iniciais da vida de uma criança, ela precisa de atenção redobrada e ninguém oferece isso melhor do que os próprios pais. Mesmo assim, em muitas situações a mãe tem que retornar ao trabalho logo após a licença-maternidade, a fim de complementar a renda da família e a saída nesse caso acaba sendo as creches e escolinhas. Mais um gasto!

A mensalidade varia de R$ 200 a R$ 2.000, a depender da localização do estabelecimento. Quanto mais atividades extracurriculares, maior será o valor pago para manter seu filho em um lugar seguro e bem conceituado. A conta fica ainda maior quando são acrescentados os gastos com materiais escolares, uniformes e festinhas. Prepare o bolso!

LAZER  E ENTRETENIMENTO

Nem só do suprimento de necessidades básicas viverá um filho! Segundo o INVENT,  os pais podem gastar entre R$ 36.600 até 160.723 com brinquedos e tecnologia. Além disso, imagine quanto se gasta com academia, clube, cinema, viagens, festas de aniversário e passeios até que um filho complete 23 anos! De acordo com os cálculos do próprio INVENT, as cifras variam de R$ 94.800 a R$ 421.024. Muito, não?

GASTOS ACADÊMICOS

Quando se inicia a vida adulta, os gastos podem se intensificar, especialmente no que diz respeito aos investimentos em educação. Os custos não incluem apenas a mensalidade de faculdades privadas, mas também as apostilas, livros, materiais escolares, palestras, cursos e workshops. Mesmo os filhos que estudam em universidades públicas, acarretam gastos com transporte, atividades extracurriculares e materiais complementares.

De acordo com o economista Mauro Halfeld, baseado em dados da Fipe – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, 11% do orçamento familiar é destinado à educação, sendo que 80% desses gastos são decorrentes da educação dos filhos.

Se o filho morar com os pais o gasto é expressivo, porém é possível economizar muito mais do que se o filho fizer faculdade em outra cidade. Para o consultor  Ricardo Betti, bancar um filho que faz faculdade fora não custa menos de R$ 250.000, se considerarmos gastos com mensalidade, alimentação,transporte e moradia.

Certamente, as alegrias que se tem com um filho são incalculáveis, mas os gastos e responsabilidades de trazer alguém ao mundo devem ser bem calculados! Dessa forma, pais e filhos podem ter uma vida tranquila, que só é possível com muito planejamento e organização.

Afinal, para ter um filho, alem de todo amor, é preciso se planejar financeiramente.

Um abraço a todos

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Feliz Páscoa

Posted by on 23 / abr / 2014 in Patrocinados | 1 comment

Hoje o Post é Especial, dedicado a um dia repleto de magias, em parceria com o site Começar Saudável.

Espero que gostem.

Até mais

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Feliz Dia Internacional da Mulher

Posted by on 8 / mar / 2014 in Vida de Pai | 1 comment

Capturar

Deixando de lado algumas frases batidas, mas que para mim fazem o maior sentido, como exemplo: “todo dia é dia delas” ou “todo dia é dia das crianças”, gosto, e acredito que tenha sim que existir datas especiais, para celebrarmos momentos e pessoas especiais. Infelizmente, a rotina e correria do nosso dia-a-dia, nos faz esquecer de dizer e cometer  atos que demonstrem nosso amor pelas pessoas que amamos.

Deixo aqui um parabens especial as mulheres que me fazem acreditar, que o amanhã será sempre maior que hoje, e que o hoje, devo viver da melhor maneira possível, e que o ontem, será sempre uma ótima lembrança da vida maravilhosa que tenho.

Te amo Gi…

Anne, te amo Filha.

 

Excelente Dia para todas vocês, leitoras

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